Praia
do Guincho 6
em
Ranholas com todos os perigos que isso representa (è o IC30 está
a transformar esta zona numa ilha). Tudo calmo e pedalante, passou-se
a Lagoa Azul para fazer a subida do dia pelo estradão dos jipes
e para aquecer o corpo que o dia apesar do sol não se mostrou lá
muito quente. Com um meio furo e uma fala de óleo lá se
chegou ao alto onde se reagruparam os dezanove pedaladores para então
entrar no trilho maravilha (ao contrário) direitos aos Capuchos.
Já
nos Capuchos o nosso casal de pombinhos, que já não pedalava
há algum tempo, repensou a ida ao Guincho e tratou de ir arrolhar
para outro lado regressando calmamente a casa (“…ó
Maria vamos mas é embora que estes senhores querem-nos é
matar…”). Entrou-se no sobe e desce que contorna a serra até
perto da Pedra Amarela para agora sim descer até fartar (como se
descer fartasse…) e vai de largar serra abaixo até à
Malveira que se fez com um sorriso na cara tão grande que até
estragava a aerodinâmica . Mais um furo só para dar oportunidade
de opinar sobre as técnicas de o resolver (um trabalha ou outros
opinam). Uma breve passagem pelo alcatrão e reentrada nos trilhos.
Agora era aquele trilho todo às curvinhas até perto da Praia
do Abano onde alguns aproveitaram para recolher alguns dos picos dos cardos.
Aqui quem sai do trilho só tem dois destinos, ou caí na
vala ou caí nos cardos, também se pode cair nos dois mas
isso é só para profissionais.
Estava-se
junto ao mar e depois de uma breve pausa para reagrupar fez-se o trilho
até à praia. Na Praia o nosso amigo Bispo tratou de levar
esta coisa de primeiro banho de mar a sério e enfiou-se de bicicleta
águas fora ao mesmo tempo que outro BTTista vertia águas
nas redondezas.
Mirou-se
a coisa e tirou-se o boneco do grupo mesmo ali junto ao mar. Depois de
roer mais um bocadinho do lanche iniciou-se o caminho de regresso via
Guincho. Uma breve paragem na Charneca para por a bicicleta de molho para
tirar o sal e seguiu-se caminho via Vale de Cavalos para fazer aquela
descida irritante onde tem que se pedalar para descer
(deve ser uma espécie de triangulo das Bermudas cá do sítio).
Chegou-se perto da Barragem da Ribeira da Mula, tratou-se de amarinhar
até à Lagoa e fazer o mesmo caminho mas agora de regresso
ao Algueirão. E nem mesmo ao fim de ~45Kms de sobe e muito desce
a malta se mostrava cansada pois a conversa acho que só parou nos
trilhos mas estreitos e rápidos e mesmo assim nem sei…
Praia
do Guincho 5
Depois dos “quem é que inventou esta?”, lá se
segui caminho chegando então à Malveira. Subiu-se um bocadinho
da estrada, e lá se estava de novo nos trilhos para a descida até
junto do mar. Aqui “mea-culpa” (eu não era o guia do
de serviço, não tinha nada que opinar.) agranelei um bocadinho
a coisa levando a que parte do grupo seguisse um outro caminho, mas nada
que com os rádios não se resolvesse rapidamente e reagrupou-se
novamente para então fazer o trilho até junto do mar.
Maravilha, já conhecia dois aqui na mesma zona e com este (o terceiro)
a vontade de voltar ainda é maior, pois com zonas umas rápidas
outras mais lentas e sempre em zig-zag por entre a vegetação
é um gosto de trilho que animou todo o grupo que já no final
trocava a experiencia com os outros “…e aquela pedra.. hum…”,
“… a curva que tinha o buraco ao lado é que era…”,
“… vinhas logo atrás de mim, viste como eu passei aquilo,
viste?”. Estava na hora do lanche, pois tinha sido directo até
aqui e a paisagem estava mesmo a pedir uma bucha, que é como quem
diz mais uma banana e uma barrinha. Trincou-se, tagarelou-se, fotografou-se
tudo e ainda mais alguma coisa, tirou-se o boneco da geral e vamos que
ainda nos falta pedalar tudo até casa.
Nos trilhos ao longo da costa, cheios de pedras, fizeram das suas com
uns furitos para animar a malta. Eu ainda tive que pedalar que nem um
maluco por estes trilhos pedregosos fora para fugir a um cão com
ar pouco amigável que me seguiu mostrando a sua dentição,
enquanto o seu “aparente” dono contemplava as gaivotas (ciclista
não são bom alimento para cães, pois pode estragar-lhe
o pelo).

Mais
um portão fechado, mais um muro para saltar e para os que se estavam
a queixar que isto hoje tinha pouco que subir, tomem lá uma subida
em empedrado com um final apoteótico de bicicleta à mão
escada acima para acabar com as lamurias (ou se respira ou se reclama…).
Já em Alcabideche, entrava-se naquilo que se mostrou o
bocado
menos consensual da volta, pois com as “obrigatórias”
travessias por alcatrão (ou não se chegava a horas) junto
do centro comercial de Cascais e de mais um bocado junto do Linhó,
o grupo dispersou um bocado, reagrupando já perto da Abrunheira.
Aqui fez-se o já conhecido caminho de regresso em direcção
a Algueirão com o pessoal a ir dispersando conforme íamos
passando perto dos destinos de alguns. Pouco depois das 13h (uns 10 a
15 minutos) deu-se por finda mais uma volta com os seus 42kms.
Praia do Guincho 4
geral,
partimos em direcção à Lagoa Azul. Passando por Ranholas,
a ligação fez-se sempre em grande ritmo e perto das 10h00
já estávamos com a Barragem da Ribeira da Mula pelas costas
em direcção à Malveira.
das
descidas manhosas (que é como quem diz - cheias de calhaus soltos)
até junto do mar. Alegria dos apreciadores de coisas mais técnicas
que aqui se tinha a granel, com calhaus para todos os gostos e feitios ao
longo dos trilhos sinusoidais que acompanham o recorte da falésia.

Iniciou-se
o regresso e como ainda não estávamos fartos de pedras,
mais umas centenas de metros de pedras com fartura na ligação
entre o forte e o parque de estacionamento da praia. Atravessou –se
o Guincho e subiu-se à Charneca (humm… estive olhar para
o mapa e para a próxima já tenho um atalho) e entrou-se
em Vale de Cavalos no sentido da Barragem.
Uma descida feita a fundo e como isto de só pedalar não
tudo, fez-se um bocadinho de espeleologia (enfiámo-nos num buraco)
e explorámos a coisa. Viu-se o que se pode com a ajuda de uma única
lanterna e do iluminador de um télélé. Muito bonitas
estas pedras vistas aqui debaixo, mas como o que a malta quer mesmo é
pedalar, saiu-se do buraco e retomou-se o caminho em direcção
à barragem. Aqui optou-se por seguir o trilho do lado direito da
estrada pois com os motociclistas a “abrirem” por ali nunca
se sabe. Mais uma vez estava na hora de subir e trepou-se calmamente até
à Lagoa Azul. Os ameaços já se tinham notado, mas
agora era a sério.
O
Pedro tinha razão… e não se calava “- viram,
viram, está atrasada mas eu tinha razão”… estás
aqui estás a apanhar… uma coisa é ter razão,
outra é ter razão quanto à chuva num dia que se iniciou
com o céu tão limpo. Miudinha mas certa acompanhou-nos o
resto do caminho e já perto de Ranholas dois destacaram do grupo
de forma a venceram o frio e chegar mais cedo a casa. Atravessou-se estrada
em Ranholas para atalhar caminho e já em S. Carlos mais um destacou
atalhando para Rio de Mouro. Um rápida paragem nos bombeiros (para
lavar o molhado) e mais um que fica já em casa, ficando o grupo
reduzido a 3 nos poucos metros que nos faltavam para o Algueirão.
Já na Avenida encontrámos a Susana (sem o capacete nem a
reconhecia) que de braço ao peito recupera de mais uma amolgadela
no corpo e desespera para volta às pedalações. E
sem furos ou avarias, perto das 13h15 com 45Kms de pedalação
estava-se de novo no ponto de Partida.
Praia do Guincho 3
Uns
pela dimensão da mesma, já nem apareceram, os outros foram
desaparecendo pelo caminho. Primeiro baixa, na ponte sobre o IC30, onde
o eixo pedaleiro deixou o amigo Pedro sem máquina. Passámos
Vale Flor e na subida para Chão de Meninos, mais duas. Com a chuva
a mostrar-se e a lembrança da constipação que ainda
não estava bem curada, perdemos a representação feminina,
a Amélia, e o Pedro que também deu meia volta.
Chegados
a S. Pedro já lá estava o grupo do Lourel em que um dos
elementos já estava lesionado e valeu-se do nosso sempre prestável
enfermeiro de serviço. Reparações feitas e depois
de olhar para os belo presuntos ali na tenda ao lado (e pensar o que é
que eu estou aqui a fazer nesta bicicleta com este firo),
começou-se
a subida, daquelas mesmo a subir, até junto da entrada do jardim
do Castelo dos Mouros. Aqui o amigo Pedro reapareceu com a máquina
arranjada e pronto para o resto da volta.
ano),
lá estava a neve. Sim neve! Uns floquinhos que nem deixavam marca,
mas suficientes para a alegria da malta e do enorme pelotão de
corredores que escolheu bem o dia para fazer a travessia da serra. Entrámos
no pelotão, que acompanhámos até à Tapada
do Mouco, para entrar no trilho maravilha e chegar aos Capucho para a
paragem técnica habitual. Tirou-se o boneco da ordem, trincou-se
o lanche, aqueceram-se os pés, as mãos e outras partes e
pensou-se em continuar a pedalação.


Com
frio a deixar o cérebro entorpecido (só pode ter sido isso)
pedalou-se sabe-se lá como até junto
da
barragem da Ribeira da Mula, onde eu tive que tirar o sapatos para deixar
o pés aquecerem um bocadinho, pois os sapatos encharcados não
estavam a ajudar nada. Continuando em piloto automático, subiu-se
até à Lagoa Azul, para já depois do Linhó
dividir o grupo novamente, pois o pessoal do Lourel ia rumar a casa. Ranholas,
Mem-Martins e finalmente
o Algueirão ~45Kms depois e muito muito frio e sem avarias ou necessidade
de recolhas.
Praia do Guincho 2
rapidamente
se alongou, pois nas subidas as pernas é que mandam, mas a vontade
de macho de não deixar as duas fêmeas chegar primeiro ao
alto das subidas também ajudou um bocadinho. Com umas paragens
pelo caminho para deixar respirar os estreantes, lá se chegou aos
Capucho para o lancezinho e o reabastecimento de água da ordem.
Depois de recompor o corpo da subida, em especial o dos estreantes, e
não antes de esclarecer que a volta ainda mal tinha começado,
lá nos atiramos serra abaixo em direcção a Janes,
mas não sem antes mostrar como ser repara um furo, onde claro,
todos opinaram. Com a continuação da descida a alegria reinou
e muitos nem se importaram com um pequeno engano no caminho, pois como
era a descer até foi bom. Na travessia da estrada um dos estreantes
mostrou como não se desce a lomba e aterrou com os lombos no chão,
nada como aprender com o corpo a melhor forma de fazer habilidades. Passado
Janes, mais descidas nos esperavam, e mesmo com uma alteração
ao local de destino inicial (praia do Abano) a coisa foi animada. Uma
pequena paragem antes da chegada ao Guincho para o boneco ainda com a
cambada toda, pois dois dos pedalantes receberam a noticia que tinham
visitas para o almoço e tinham que regressar a casa.
Com
as subidas do regresso, mesmo que suaves, a falta de pedalada para estas
coisas fez-se sentir e mesmo com o apoio do grupo e de uma descida final
o nosso amigo Pedro rendeu-se e foi recolhido já junto da Barragem
da Ribeira da Mula. O resto do grupo seguiu caminho, passando pela Lagoa
Azul, até ao Lino onde por questões de horário se
dividiu em dois seguindo o pessoal do Lourél direito a Sintra e
os restantes de Regresso ao Algueirão.
Praia do Guincho 1
Rolando por caminhos já conhecidos e chegamos rapidamente a Ribeida
da Mula a qual seguimos por um bom bocado. Depois de uns "deve ser
por aqui" mais uns bocados de estrada, lá demos com o trilho
que nos levou até junto ao mar na praia do Abano.

Desviámos um pouco o caminho de volta de modo a apreciar o vale
da Ribeira da Mula e foi com agrado que encontramos algumas relíquias
do nosso passado. Com a voltinha de Sábado e a de hoje, ficou a
ideia que entre esta Ribeira e a Penha Longa ainda temos muito para pedalar.
No final do dia castigamo-nos com umas amêijoas e outros bivalves
e regamos tudo com uns sumos de cevada.