7 de Março 2010
Está mais que comprovado que o S. Pedro também pedala aos domingos na serra.
Mais um dia de animada pedalação onde se misturaram o BTT, a canoagem, o rafting e claro a luta na lama. Mas o ponto alto do dia foi ver um motociclista a dar uma acrobática cambalhota sobre o guiador ao tentar mostra aos BTTistas como se atravesse um lamaçal com estilo. Conseguiu!
Resumindo, muita galhofa e sobretudo o prazer de desfrutar mais um magnífico dia na serra onde juntámos mais ~32kms ao nosso já longo curriculum.
A crónica sai algures durante a semana.

- 28 de Fevereiro 2010
Com a nossa amiga Amélia de regresso à pedalação preparou-se uma coisa ligeira, não porque estávamos muito preocupados, mas só para não a ouvirmos sempre a reclamar “… quê!! aquela subida? Não tinham lá nada mais difícil?” durante 35Kms.
Saímos à hora do costume, do local do costume, para encontrar o atrasado do costume no sítio do costume e então já com sete pedaladores fazer uma incursão à serra de Sintra pelo lado das descidas.
Começou-se por descer o caminho dos castanheiros onde pudemos constatar os sinais do mau tempo na serra pois tivemos que ultrapassar uma zona onde uma derrocada nos cortou o caminho.
Meio a pé meio montados fomos chegando junto do campo de treino de golfe que por agora não é mais que um pasto para cavalos. Continuou-se por trilhos conhecidos na direcção de Galamares onde o sol mesmo meio encoberto proporcionou os primeiros momentos de striptease. Pouco depois chegou-se a Gigarós onde se fez a primeira paragem do dia junto à capela para ganhar vontade para as subidas que se aproximavam.
Até aqui se era tudo calmo, calmo continuou com umas subidas a pedirem um bocadinho mais das pernas até se chegar junto ao tanque em que ser fez nova paragem para mais uma sessão de bonecos onde se incluiu o boneco de grupo.
Depois de mirados os caminhos possíveis (a subir claro) e de muita indecisão escolhemos o da esquerda (de quem sobe) pois é “…só um bocadinho a subir e depois já acaba” e assim fomos subindo, subindo, subindo, subindo…. que os Capuchos são já ali…
O que vale é que estava tudo com vontade de subir e até se teve tempo para brincar aos salta-pocinhas como se água fosse uma novidade na nossas voltas.
Por sinal esta subida até dá uma descida muito interessante havendo mesmo uns quantos malucos de a desceram só para ver ser era verdade, claro que depois tiveram que a amarinhar outra vez.
Finalmente chegámos ao topo da subida junto aos depósitos de água perto dos Capuchos e como a hora vai avançando virou-se à esquerda para fazer o trilho maravilha ao contrário.
Para não se fazer a subida do estradão atalhou-se por um caminho paralelo que poupando a subida se mostrou algo difícil pela quantidade de água e sobretudo a zonas de terreno mole que pareciam colar-nos ao chão.
Continuou-se até meio do trilho maravilha onde se optou por entrar no alcatrão para aligeirar a coisa e rolar até ao inicio da merecida descida da folhas.
Como tínhamos visto numa das voltas anteriores um caminho alternativo aproveitámos e fomos ver se era mesmo verdade, e era.
Depois de limpar uns quantos ramos e desviar umas pequenas árvores caídas recuperámos um trilho há muito abandonado que elevou a outro nível a já deliciosa descida.
Finalmente chegámos frente a Seteais e de novo no alcatrão só nos restava o regresso ao ponto de partida. Depois da já tradicional descida das escadas rumámos a casa do nosso amigo Luis para uma rápida lavagem e só depois fazer os restantes quilómetros até casa o que até ajuda a secar as máquinas.
Pouco passava das 13h00 quando se deu por terminados mais 30kms de magnífica pedalação

21
de Fevereiro 2010 Só vos digo, foi do melhor, mas que belo dia para se pedalar na serra.
Com a coisa a prometer chuva mas com a temperatura no ponto certo só nos restava um local para ir pedalar, a serra de Sintra.
Inicialmente com quatro elementos juntando-se o quinto já na Estefânia, tratámos de atacar a serra pelo lado de Monserrate.
Ainda no alcatrão e pouco depois de Seteais, efectuámos uma operação de limpeza da via com recurso à nossa motosserra portátil com a qual tratámos de serrar o bocado da árvore que obstruía a via. Depois desta bem sucedida e meio malabarista operação continuámos caminho até Monserrate para então entrar nos caminhos e subir a serra. Com conversa a puxar conversa e sem sinais de chuva (nem de outros pedaladores) chegámos rapidamente aos Capuchos para a paragem do costume para a bucha e respectivo boneco. Já se estava a fazer pose quando finalmente apareceram mais uns quantos e corajosos pedaladores que também se mostravam espantados com desértica serra (sem BTTistas).
Como a história do “é hoje que vamos ao monge” já se ouvia há muito tempo e nada de ir ao monge, não foi tarde nem cedo e toca de amarinhar a “mata cavalos” com uma breve paragem a meio para respirar e tirar o boneco.
Continuando a subir chegou-se finalmente ao monge e começou então o “agora é até à Praia da Adraga ou ao Guincho” e a coisa esteve quase, mas na descida a coisa complicou-se com a carrada de água que começou a cair o que nos levou a um “direita volver” de regresso à zona norte da serra que por sinal até tinha sol.
Num trilho meio a descer contornámos o monge acabando a meio da “mata cavalos” por onde regressámos aos Capuchos.
Aqui fomos testar o que resta do trilho maravilha que agora não é mais que uma pista de obstáculos variando entre o lamaçal (pedalável) e os restos dos cortes das árvores que insistem em se atravessar no caminho.
Sempre a bom ritmo retomou-se o alcatrão já na Tapada do Mouco onde se fez a ligação até à descida das folhas que com a variante que encontrámos já não temos que andar a fazer malabarismos para saltar o muro tendo no entanto que apear para saltar o mesmo muro, mas um pouco mais acima.
Descida furiosa até a Seteais e já está a volta quase feita faltando apenas a tradicional descida das escadinhas já pertinho do Palácio de Sintra.
Pedalou-se de regresso ao Algueirão com um pequeno desvio por casa do amigo Luis para uma rápida lavagem, terminando-se em beleza os ~32kms de sobe e desce, chegando-se pouco depois das 12h30 e já com as máquinas lavadas e oleadas.

- 14 de Fevereiro 2010
Com o dia a amanhecer muito frio, seis corajosos pedaladores e uma ainda mais corajosa pedaladora, partiram para a
prometida volta ao quarteirão, mas como só uma voltinha ao quarteirão certamente iria saber a pouco, acrescentaram-se mais uns quarteirões e pedalou-se pelas redondezas.
Seguimos para Ranholas por Vale Flores com um misto de pedalar e dar à língua que pelos vistos era a melhor forma de aquecer. Perto da prisão amarinhou-se a serra e as queixas com o frio deram lugar às do “é pá não tinhas nada menos a subir”, mas o certo que chegámos todos quentinhos ao alto da Quinta de Penaferrim.
Ainda se pensou em inventar, mas como tínhamos combinado com o nosso amigo “sempre fora de horas” Luis nas Lagoa Azul, regressou-se ao plano A e desceu-se até junto dos viveiros na direcção da lagoa. O caminho que fica paralelo à N-9 e passa por de trás das Doreoteias está a sofrer o mesmo tratamento que a maioria dos caminhos da serra, ou seja, está todo escavernado, mas passa-se.
Já na lagoa miraram-se as vista e opinou-se sobre a nova máquina do amigo Joaquim e assim que o Luis chegou tratou-se de regressar à pedalação para o corpo não arrefecer muito.
Contornando a lagoa, regressou-se ao alcatrão para ir apanhar o estradão dos jipes mas um bocadinho antes passara por nós dois pedaladores convictos que se atiraram a um caminho que sabíamos não ter saída (pelo menos montados nas bicicletas) e vai de os seguir.
Pois é, estavam perdidos, e mais à frente voltavam para trás e perguntaram-nos por onde era a saída. Como inverter a marcha não era opção, inventou-se um salta muros de conveniência que por sinal se mostrou uma alternativa interessante.
Iniciou-se a longa subida serra acima sempre em ritmo conversador e quando demos por ela já se estava no alto da Tapada do Saldanha onde se fez uma breve paragem para o lanche.
Vimos passar muito pedalador a bater o dente enquanto mastigávamos o lanche quando já se sentia novamente o fresco a entra no corpo nada com retomar a pedalação mas agora serra abaixo.
Iniciámos as hostilidades com uma valente descida que mais parecia “rafting” e onde um ilustre desconhecido tratou de amortecer a queda como corpo mas sem dano aparente que ele conforme caiu também se pôs em pé e a pedalara furiosamente.
Abandonou-se o trilho maravilha continuando a descer pelo trilho de onde retirámos uma árvore numa das últimas incursões (gozar os proveitos do trabalho) e que já se mostra bem ciclável (ou os nossos padrões já não são os mesmos).
Passando Monserrate, continuou-se a descer até Galamares onde se aproveitou para uma breve pausa com direito a boneco.
Apontou-se ao Cabriz já a pensar no almoço e sobretudo no banho quente.
Antes do forno de cal ainda tivemos que por à prova as nossas capacidades náuticas com uma travessia em águas profundas isto claro com a sob o olhar curioso de um asno que certamente se interrogava se o asno era só ele.
Subiu-se meio a despique o trilho até aos arquivos da Câmara virando então para o Lourel para a subida final até ao Algueirão.
Chegou-se bem cedinho e pouco depois das 12h30 já até as biclas estavam lavadas juntando-se os pouco mais de 32Kms ao curriculum.
O nosso amigo Joaquim, que pelos visto ficou viciado nestas coisas do BTT, é que não só aproveitou a volta para contemplar a paisagem mas também para se ir atirando aqui e ali para o chão. Isto é que é gostar da natureza.

- 7
de Fevereiro 2010

Era para ser a reedição da volta dos duros, mas como para além de alguns dos trilhos já não se encontrarem disponível eu também me perdi algures perto do Penedo Lexim.
Ainda estou a pensar porque é que a malta não me linchou logo ali quando chegámos à Igreja Nova.
A crónica completa em
A Volta dos Duros

- 31
de Janeiro 2010 Começou com uma chuvinha manhosa, mas depois o S. Pedro (que também anda de bicla os domingos) limpou as nuvens e deixou o sol aquecer o corpo.

Olhando para o horizonte, só mais oeste é que a coisa parecia menos mal, por isso rumámos na direcção das praias.
Ainda não tínhamos um quilómetro nas pernas e pareceram os nossos amigos da Cavaleira que se nos juntaram (e por sinal “gramaram” com uma volta quase igual à que tinham “gramado” da última vez).
Seguimos para o Lourel onde nos cruzamos com o Pessoal do Lourel e claro fez-se a sessão de cumprimentos da praxe.
Retomou-se a pedalação e no entretanto pareceu o nosso amigo Luis para compor o molho. Sempre tentando não entrar nos lamaçais, avançamos para Alpolentim onde inventámos um caminho que certamente não vamos encontrar novamente.
Sempre na conversa, fomos avançando até junto da capela de S. Mamede (aquela redonda) onde nos atirámos à longa descida até às Azenhas do Mar. Descemos à praia para uma paragem para o lanche e uma sessão de bonecos a tudo o que era bonecável. Os mais atrevidos até desceram as escadas de bicicleta e a nossa amiga ao visitar a praia (a pé) atirou-se para o chão de tal maneira que até ficou de pezinhos no ar (depois chega a casa toda negra e diz que fomos nós) mas nada de grave.
Retomou-se caminho direito à Praia das Maçãs onde para atalhar caminho seguimos praia fora. Não contávamos era com uma travessia tão rocambolesca da ribeira, o nosso amigo Luis virou o boneco
(pena não termos foto) e quase só ficou com o nariz de fora.
A nossa amiga, depois de uma sessão de equilibrismo nas pedrinhas, rendeu-se e descalçou os sapatinhos e … descalça foi para a fonte pela verdura … ou melhor para a outra margem.
Reagrupados na outra margem e acartámos a bicicletas falésia acima.
Na operação de escalar a falésia eu tive um pequeno incidente ao montar a bicicleta, daqueles que até nos fazem mudar de voz, que quase me esborrachei no chão. Os meus amigos ao invés de ajudar, nada, rebolaram-se a rir com as dificuldades que um ciclista se vê exposto.
Seguindo caminho, chegámos à Praia Grande onde se tirou o boneco da geral e tendo em conta a hora avançada, já não fomos ao Monge atalhando-se para Colares. Como a coisa estava um bocadinho plana subimos à Eugaria para fazer o caminho de regresso ao longo da serra.
Algures perto de Galamares, num dos trilhos, ouviu-se um “crraacc” característico de uma corrente a partir o que nos obrigou a uma breve paragem para repor a normalidade. Depois de mais uma reparação bem sucedida continuou-se caminho pelo golfe para então atacar o caminho dos castanheiros mas agora serra acima.
Como a coisa estava a fazer-se tarde uns quantos começaram a acelerar o passo fazendo-se ao caminho que o almoço não espera. Os restantes e depois de recuperado o fôlego junto ao palácio seguiram para casa do nosso amigo Luis que mais uma vez disponibilizou os necessários instrumentos para lavagem às máquinas.
Chegou-se perto das 14h00 e com quase 40kms de pedalação para juntar ao já longo curriculum.
Um obrigado ao pessoal da Cavaleira pela companhia.

- 24
de Janeiro 2010 Com um dia a começar meio chuvoso, a coisa até se compôs para mais uma amarinhação à Serra de Sintra.
Depois dos avisos “então e capacete?”, “olha que a cabeça é tua” ao estreante, começou-se a já tradicional pedalação até à Vila para a apanhar o nosso amigo Luis pelo caminho. Depois das voltinhas do costume frente ao palácio começou-se então a trepar a serra pelo lado de Monserrate.
Depois de ser entrar nos estradões, decidimos entrar num dos trilhos que ainda se encontra meio “em bruto” fugindo assim ao estradão e poupando uma subida um pouco mais exigente. Mas estávamos condenados ao trabalho árduo, pois uma árvore atreveu-se a atravessar-se no nosso caminho e teve que ser removida à base de músculo e da magnífica motosserra portátil que corta um pinheiro enquanto o diabo esfrega o olho.
Operação executado e terminada com sucesso e estava-se de novo a pedalar serra acima para entrar no que resta do trilho maravilha e aproveitar aquela descida até á lagoa. Esta descida encontra-se cheia de regos fundos o que a torna muito perigosa sobretudo por ser tão apetecível largar travões serra abaixo.

Breve paragem para contar como foi e trincar parte da merenda, seguindo-se então para os Capuchos onde se tirou o boneco de grupo e também encontrámos os atletas que corriam serra fora em direcção ao Cabo da Roca e que nos forçou a uma mudança de plano. Seguimos por terra até à Peninha e eis que para além de já não chover, o sol mostrou-se e as nuvens levantaram o suficiente para se apreciar a bela paisagem sobre a baia de Cascais.
Reagrupámos no parque da Peninha para deixar respirar a malta depois da subida dos burros e atirámo-nos à descida “fofa” por de trás do parque das merendas. Mais uma de sorriso na cara (para quem gosta) depois de mais uma descida daquelas mesmo a descer.
Continuou-se caminho de regresso aos Capuchos e como já se fazia tarde atalhou-se por alcatrão (o trilho maravilha está impróprio) até perto da Tapada da Vigia onde entrámos no irresistível trilho que liga ao dos muros e termina frente a Seteais. Nada com uma bela descida para um regresso em grande à Vila de Sintra.
Com uma breve paragem para lavar as máquinas (cortesia do Luis) demos por terminada a volta já perto das 14h00 e com cerca de 37kms de magnífica pedalação
… isto para os “gajos” que a nossa menina viu a coisa de outra maneira…
Subimos ao “acidente geológico e geomorfológico mais importante da península de Lisboa” com recurso a um velocípede de duas rodas, sendo a da retaguarda accionada por um sistema de pedais que actuam sobre uma corrente.
Caminhámos sobre os “granitos subalcalinos a calco-alcalinos, os sienitos e sienitos quartzíferos, os dioritos quártzicos, gabros, mafraítos, brechas eruptivas e uma vasta rede filoneana, constituída por microgranitos, riolitos, traquitos, microsienitos, microdioritos, doleritos e lamprófiros”.
Aperciámos as “Morchella esculenta”, “Marasmius Oreades” (vulgo cogumelos) que por ali pululam nesta época do ano….
… e fotografou-se quase tudo…

- 17
de Janeiro 2010
... e lá fomos a Samora Correia.

Com o tempo como tem estado, estávamos mesmo a ver que seria mais uma volta de canoa que de bicicleta.
Mas o S. Pedro foi bonzinho para a malta pedaladora e nem uma pinga caiu.
Depois de uma viagem de alguns quilómetros lá demos com o local de concentração e ainda com tempo de ir tomar o cafezinho da praxe que isto de pedalar sem cafeína não é para todos. Desatafulharam-se as máquinas dos carros e deram-se os últimos retoques de preparação para o evento e depois das instruções da organização lá se começou a volta.

Primeiro com um bocadinho de alcatrão até se entrar na Companhia das Lezírias onde começamos os estradões que por sinal caracterizaram todo o passeio. Sempre bastante rolante a coisa até que foi bem a nosso estilo, pois permitia para alem do dar ao pedal, ir dado à língua e tirando bonecos aqui e ali. Fomos encontrando muita da malta conhecida das nossas pedalações que motivou mais conversar mas sempre em bom ritmo.
Para quem está habituado a Sintra, os poucos mais de 30 metros de diferença entra o ponto mais alto e o mais baixo, isto foi como pedalar numa mesa de bilhar mas com bastante água e muita areia acabou por tornar os quase 27kms num longa mas rolante subida.
Quando demos por ela estávamos no ponto de reabastecimento onde tivemos a triste notícia que não se poderia ir pelos arrozais por o caminho estar impraticável que é como quem diz “tem água pelos joelhos”.
Muitos bonecos, uma barrinha e alguma água depois e lá se estava a pedalar novamente, mas agora já de regresso.
Como era só seguir as setas não tinha nada que saber e até deu para fazer uns bocados a pedalar que nem malucos sem a preocupação do costume do “onde é que anda esta malta” reagrupando um pouco mais à frente.
A organização tinha-nos avisado sobre a “descida perigosa” e estávamos ansiosos por mais esse desafio e foi ao som dos gritos de “cuidado que esta é perigosa” fomos descendo um trilho menos plano que rapidamente acabou. Quando chegámos ao final perguntámos afinal onde estava a tal descida ao que nos responderam “era aquela” ….. “hhhaaa”… pois …. quem está habituado ao sobe e desce da zona saloia…. aquilo foi coisa pouca….
Sempre na paródia, fomos tirando bonecos aqui e ali e até estivemos perto de uma manada de bovinos que por ali deambulava produzindo uma imensidão de bostas transformando os estradões num interminável prova de gincana.
Com uns contactos aqui e ali com umas poças um pouco mais fundas que o recomendável, quando demos por ela já estávamos novamente a sair da quinta e de regresso ao alcatrão (soube a pouco) e como ainda era cedo demos uma lavadela nas máquinas para tirar as lamas antes de re-atafulhar as biclas nos carros para o caminho de regresso.
E ainda se teve tempo para um sumo de cevada :-)
Divertimo-nos à grande… como sempre.
Boa escolha!
Os nossos agradecimentos á organização.

10
de Janeiro 2010 Muito frio, alguma chuva e uma vontade imensa de começar a pedalação que isto de tirar a bicicleta do gancho só para ir comer pastéis de nata, não é mau, mas também não é lá bem o que a malta gosta mesmo de fazer.
Com a serra envolta em tudo o que eram nuvem negra e sem grandes alternativas com estas cargas de água, avançamos para Sintra onde o Luis já nos esperava. A ideia era trepar a serra e depois logo se via, mas a nosso amiga Amélia que regressa à pedalação depois de longo interregno ficou meia enjoada só com o bocadinho até Sintra. Com a paragem para recuperar e com um plano B já traçado, preparávamo-nos para fazer o caminho de volta qual ela espevitou (certamente devido aos mimos dos marmanjos) e afinal sempre se seguiu até ao Palácio.
Aqui refez-se o plano e em vez de subir a serra, desceu-se o caminho dos castanheiros pois talvez com mais uns quilómetros de ambientação a nossa amiga já aguentasse amarinhar a serra. Seguimos por Galamares, com umas subidas a ajudarem a aquecer o corpo logo seguidas de descidas de enregelar na direcção dos Gigarós onde planeávamos virar à esquerda e amarinhar a serra.
Como a serra continuava envolta por negras nuvens, e o solzinho estava a dar um ar da sua graça sobre a zona da Várzea, não teve nada que saber e com um “voltamos pela várzea, pode ser?” democraticamente apontámos à Várzea e ao sol. Os nosso amigos estreantes ainda lançaram um “então não ia-mos subir a serra? Vínhamos preparados para isso …” mas a malta fingiu que não ouviu e toca de descer na direcção de Colares antes que alguém se pusesse com ideias malucas.
Passámos Colares, enfiámo-nos na mata e conversando mais que pedalando, fomos avançando até às Azenhas do Mar. Sem grandes lamas nem chuva e até um tímido mas bem-vindo solzinho continuou-se a pedalação até à capela circular de S. Mamede de Janas para a paragem do dia e respectivo boneco com a malta bem aconchegada e ao molhinho para não sentir tanto frio.
Trincada a merenda continuou-se caminho na direcção da Quinta da Paz não sem antes aquecer o corpinho com a subida até à antena que com o terreno mole da chuva se mostrou um bocadinho mais agreste que o normal. Com o Pedro e o João a fazerem as habilidades do costume na descida perto da Quinta (um dia destes a coisa corre menos bem), chegámos à subida do “nunca mais acaba” que nos leva até ao Casal da Granja, isto claro com um meio furo pelo caminho a requerer umas bombadas de ar e muita opinação.
Entrámos no ex-caminho das pedras e virámos para Vila Verde pois o caminho do moinho do Roque prometia um nível de lama para o qual não estávamos mentalmente preparados. Mais conversa, mais pedalação já estava-mos em Campo Raso a amarinhar para a ponte sobre o IC. Depois de mais umas poças que não estavam no programa entrou-se na Cavaleira pelo caminho da ETAR e foi só subir mais um bocadinho para se chegar ao Algueirão.
Como a lama não era muita a coisa ainda ser resolveu com uma simples mangueirada para que as máquinas não chegassem com muito mau aspecto a casa e mesmo a tempo pois estava mesmo a começar chover daqueles pingos grossos que molham até ao osso.
Já pertinho das 13h30 e com pouco mais de 35kms deu-se por terminada aquilo que foi a nosso primeira volta (na bicicleta) do ano.

- 3
de Janeiro 2010 Com a chuvada que estava a cair fui ao café apenas para isso mesmo, o café. Mas já lá estava o amigo João de máquina pronta mas também sem grande vontade… tomou-se o café. Um pouco depois aparecem o Pedro a Amélia com um “então isto para estes lados está assim…”
Bem … com quatro já se joga à sueca.
E eis que chega o desaparecido Pedro Silva com a sua teoria de “isto às nove pára de chover… está escrito, vão ver”, e não parou de chover nem às nove nem às dez.
Continuou-se na conversa e já para lá das nove surgiu a ideia de ir até Sintra (de carro) e enfardar uns docinhos regionais para afogar as mágoas. Assim foi, encafuámo-nos num dos carros com respectiva bicicleta em cima e rumámos ao “Gregório” para uns pastéis de nata quentinhos.
Como não se pedalou conversou-se até quase ficar a suar. Queimadas as calorias deste segundo pequeno-almoço regressámos ao ponto de partida não sem ainda pensar em pedalar nem que fosse meia hora.
Nada como começar o ano com uma volta com as bicicletas… em cima do carro, elas também merecem descançar..
Para a semana vingamo-nos!
